Depoimentos

Parabenizar o colégio diocesano é Parabenizar também a pessoas do Padre Pitombeira.

Que como muita justeza conduziu com maestria seu exercício de mestre.

O colégio Diocesano, através do Padre Pitombeira foi ponte para muitas travessias  bem sucedidas.

Vibram nas lembranças móveis da juventude, os risos soltos e a história de cada um no Diocesano com o Padre.

Não importa em que tempo foi, a porta das nossas memórias estão sempre abertas com a serenidade da maturidade e o reconhecimento do valor dessa escola e seu mestre.

O Tempo requer mudanças e era impressionante como ele adequava-se

a elas, rompendo com paradigmas.

Cheguei ao diocesano na década de 80. Já tinha em mim um respeito e consideração pelo nobre educador, que conheci muito menina nas fotos da minha vó, todas elas escritas atrás, para Isabel Ribeiro Maia, nenhuma assinada por ele.

Via-se nas fotos em preto e branco um

homem jovem, muito bonito de batina preta, não imaginava que esse homem seria o nosso “Padre Pitombeira “.

2023 o Diocesano é felicitado pelos seus 80 anos.

Que dádiva!!!!

Que seus discípulos Padre, honrem a importância do seu tutor e a grande contribuição para a educação de Limoeiro

do Norte e de todo Vale do Jaguaribe.

Parabéns Diocesano, parabéns ao Padre Pitombeira (in memória) e aos nossos nobres professores que tem história nesse educandário.

Parabéns a o último moicano que fez sua viagem, deixando enraizado nas gerações passada sua história e seu legado, assim como para geração presente e futura:

O Colégio Diocesano.

Parabéns aos desenvolvedores da educação em um novo tempo.

Telma Regilda Silva Luz

Diocesano, o orgulho primeiro

Escolhido o caminho melhor

Linda história do meu Limoeiro

E saudades do Mestre Maior

 

                                   Rúbio Vieira

                     Poeta, integrante da

 Academia Limoeirense de Letras

CONVERSA COM O DIOCESANO

FORTALEZA, 18 DE FEVEREIRO 2023

  

Olá meu colégio diocesano velho de guerra!

Que bom lhe encontrar agora festivo de recordações e alegrias com seus oitenta anos.

Meu encanto é maiúsculo, uma vez que somos parentes na singeleza da idade.

Gostaria de conversar sobre nosso passado, desde que o futuro se mescla com esse presente que vivemos, eletrizante, magnético, catastrófico.

Gostaria de lhe revelar o sentimento de medo que me assombrava quando aqui entrei pela primeira vez puxado pela mão severa de meu pai Genésio, para fazer a minha matrícula no primeiro ano primário com dona Consuelo.

A imponência do colégio com múltiplas salas, jardins, auditório, várias dependências, um andar superior, deixaram o menino atônito, uma vez que saíra de uma pequena sala amparada nos oitões de minha casa, aprendendo o abc com dona Toinha Floresta.

Tive informações conflitantes de que aqui existia no pé da escada, que dá acesso ao piso superior, uma pequena prisão para deter os alunos rebeldes e travessos, o que de fato logo vi na entrada. Tive receio das lições que me foram apresentadas, do rigor dos professores e do horário a cumprir, de não acompanhar a classe.

Foram tempos de muita dedicação aos estudos, com recato e reclusão, mas por trás de minhas incertezas existia a certeza de minha mãe Odete que com pulso forte me guiava por caminhos seguros.

Por fim chegamos na porta de fogo do quinto ano primário, mas eu queria dizer a prova de fogo, para iniciar a 1ª série do curso ginasial e após quatro anos seríamos coroados humanistas de 1964, tendo então sido escolhido de maneira injusta, orador da turma.

Após conclusão do científico fizemos vestibular para curso superior em medicina.

Nesses 12 anos que existimos no colégio vivenciamos uma extensão de nossa casa no aspecto educacional, religioso, comportamental e civilidade.

O oxigênio desse colégio chama-se saudogênio, tudo respira saudades: as sessões literárias do grêmio, dos jornais murais, dos embates esportivos, dos alunos internos, funcionários da manutenção, seu Libório, Josué e do seu João e dona Raimunda, do refeitório, dos dedicados professores, todos vivos e presentes na unidade do meu pensamento.

Até a ordenança metálica da sineta ainda ouço reverberar em seus ares.

Sob a conduta inflexível, olhar penetrante e a intransigência efervescente do Padre Pitombeira, eternizado diretor, e seus dedicados professores, o colégio gerou alunos de primeira linhagem e posterior profissionais de invejável capacidade técnica e reconhecida competência.

Um abraço do seu sempre aluno Bubu.

RAIMUNDO GILMÁRIO EDUARDO BEZERRA

GRADUADO EM MEDICINA PELA UFC EM 1974 COM ESPECIALIZAÇÃO EM DERMATOLOGIA

NO SERVIÇO DE DERMATOLOGIA DO HOSPITAL DAS CLINICAS,PROFESSOR WALTER CANTIDIO.

MÉDICO CONCURSADO DO MINISTERIO DA SAUDE,EXERCENDO ATIVIDADE NO CENTRO DE SAÚDE DR ANASTACIO MAGALHÃES.

MÉDICO DO IJF,HOSPITAL DISTRITAL DE PARANGABA.

ATUALMENTE DESENVOLVE ATENDIMENTO ESPECIALIZADO EM CLINICA PRIVADA.

Ao Colégio Diocesano

 

Nosso colégio, hoje faz oitenta,

Anos, em que, à comunidade serve,

Ensinando a uma gente tão sedenta

Que a elevou no talento e na verve.

 

Em toda a sua história ele acrescenta

Além das lições: práxis que conserve,

Formação para a vida ou apascenta

Para que à família se preserve.

 

Desde o início que defende a tese

Com este lema, que é da Diocese,

Para a todos lhes dar boa instrução.

 

Quantos ícones, aqui não estudaram!?

Outros tantos, que se sublimaram

Pelo mundo ganhando projeção.

 

José Maria Nunes Guerreiro.

*Meu inesquecível Colégio Diocesano

*És referência, és meu berço de cultura

*O Pitombeira conduziu-o com bravura

*Por isso hoje ainda reina soberano

*Seu tamanho eu comparo a um oceano

*Um gigante que nos enche de orgulho

*Nessa fonte, quem não deu o seu mergulho

*Não sabe na vida o que perdeu

*O saber, a educação que ele nos deu

*Sutilmente, no seu jeito, sem barulho.

 

José Guimarães Gadelha - autor da música do hino do Colégio Diocesano. Integrante Titular da Academia Limoeirense de Letras.

Colégio Diocesano, lousa, giz, escassos livros, mestres ilustres, compromisso e disciplina com destaque ao imortal Padre Pitombeira lastrearam parte de minha história, tornando-me quem sou. Eterna gratidão.

 

Maury Oliveira Freitas. Advogado, administrador de empresas, membro da  Academia Limoeirense de Letras.

COLÉGIO DIOCESANO PADRE ANCHIETA

CELEIRO DAS LETRAS

 

80 ANOS VIVIDOS

EM PROL DA EDUCAÇÃO

NÃO SÓ PARA LIMOEIRO

MAS PRA TODA A REGIÃO

O VALE JAGUARIBANO

CRESCEU ANO APÓS ANO

COM A SUA ATUAÇÃO

 

O COLÉGIO DIOCESANO

É UM PATRIMÔNIO DEIXADO

POR D. AURELIANO MATOS

1º BISPO NOMEADO

CUMPRIU UMA GRANDE MISSÃO

COM AMOR NO CORAÇÃO

E NOS DEIXOU ESSE LEGADO

 

SUA VISÃO ERA LARGA

E SOUBE MUITO BEM JUNTAR

IGREJA E SOCIEDADE

E PELO POVO TRABALHAR

AS FAMÍLIAS INCENTIVANDO

E PARA ELAS MOSTRANDO

QUE ERA IMPORTANTE ESTUDAR

 

COM A TURMA DE 1963

O CIENTÍFICO NASCIA

E COM ISSO O COLÉGIO

EM PASSOS LARGOS CRESCIA

UMA TAREFA DIFÍCIL

POIS PARA EXERCER O OFÍCIO

TER PROFESSORES DEVERIA

 

O SAUDOSO PITOMBEIRA

AS MANGAS ARREGAÇOU

DEU AULA DE BIOLOGIA

E COMO SE PREPAROU!

EXERCIA UM MINISTÉRIO

ASSUMIU O MAGISTÉRIO

E O COLÉGIO ARRASOU

 

QUANTOS RAPAZES E MOÇAS

NO DIOCESANO ESTUDARAM

COM GARRA E COM AFINCO

OUTROS HORIZONTES BUSCARAM

PARA O SONHO REALIZAR

UMA FACULDADE CURSAR

FOI ASSIM QUE SE FORMARAM

 

QUANTOS SÃO ADVOGADOS

MÉDICOS E PROFESSORES

ENFERMEIROS E AGRÔNOMOS

DENTISTAS E ESCRITORES

PELO BRASIL ESPALHADOS

COM CERTEZA REALIZADOS

MESMO À CUSTA DE DISSABORES

 

SINTO-ME MUITO ORGULHOSA

DE NESSE LUGAR TER ESTUDADO

TUDO QUE LÁ VIVI

NO CORAÇÃO ESTÁ GUARDADO

AGRADEÇO AOS PROFESSORES

FUNCIONÁRIOS E DIRETORES

POR TUDO QUE ME FOI ENSINADO

 

QUANDO ESTAVA NO COLÉGIO

O CUPIDO ME PEGOU

FOI NAQUELAS GALERIAS

QUE DESCOBRI MEU AMOR

8 ANOS NAMORAMOS

HÁ 51 ANOS CASAMOS

JUNTOS NA ALEGRIA E NA DOR

 

DO COLÉGIO DIOCESANO

TENHO GRATAS RECORDAÇÕES

MUITAS COISAS NÓS VIVEMOS

ALEGRIAS E EMOÇÕES

AS TRISTEZAS PARTILHAMOS

AS FESTAS COMEMORAMOS

COM FORÇA E FÉ NOS CORAÇÕES

 

PARABÉNS NOBRE COLÉGIO

SUA MISSÃO FOI CUMPRIDA

COM GARRA E COM DESTEMOR

E COM AMOR EXERCIDA

80 ANOS MOSTRANDO

PROMOVENDO E VALORIZANDO

EDUCAR É REGRA DE VIDA

 

DE: ELINOU MARIA MAIA PEIXOTO

CURSOU O 1º E 2º CIENTÍFICO EM 1963 E 1964.

PEQUENO MAPA DO TEMPO ... NOS 80 ANOS DO DIÓ.

 

Estudei cinco anos no Colégio Diocesano de Limoeiro do Norte-CE: de 1972 (6a Série ginasial) a 1976 (2° Ano Científico).

Foi lá minha melhor e travessa juventude.

Fui bom e " ruim"....um moleque quase completo.

Porém, foi meu berço pro saber e para enfrentar a vida lá fora, na Universidade, sem medo e sem sobrosso, pois ali se aprendia também para o difícil, longe de casa, e os cacoetes que a vida traz.

Tive bons professores, nivelados por cima, como Aécio, Lineu, Padre Pitombeira, Iolanda e muitos outros.

Mas quero falar um pouco do que foi 'O Novo Para Mim', o Futebol de Salão.

E hoje assisti a um vídeo com Tarcísio, ex-jogador.

Então, lembrei do que foram os Jogos Estudantis Jaguaribanos, principalmente, os de 68 e 69.

Vi essa " Maravilha Negra", como era chamado pelos locutores esportivos da época. No seu auge de 1968 (quando aqui cheguei) e 1969( sua última Olimpíada  Jaguaribana). Limoeiro Penta Campeão.

Terminado os estudos por aqui, Tarcísio vai estudar em Fortaleza e jogar na equipe de futsal do " 100". De lá, para a Escola de Agronomia de Mossoró (a famosa ESAM)....e virou Agrônomo com méritos e esmeros.

Tarcísio me encantou quando cheguei adolescente do Poço do Barro.

Com jogadas geniais, rápidas, magia no drible de corpo,...e chutes secos e certeiros.

Dava a impressão de ser o nosso Pelé do Futebol de Salão.

Ficava aquele imaginário juvenil.

Se Portugal tinha Eusébio, a ' Pantera Negra' da Europa,

e o Santos, um ' Raio Negro' vestido de branco, o Pelé,

Limoeiro também criou o epíteto carinhoso de a ' Maravilha Negra' para o Tarcísio.

Eu vi o melhor time do vale jogar em 1968 (tetra campeão):

Chinês (o Acrobático) Batista (O Raçudo), Maurinho (O Menino de Ouro), Tarcísio (A Maravilha Negra) e Tutu (O Pé-de-Ferro).

No ano seguinte, 1969, Limoeiro se consagrava Campeão de Futebol de Campo (ou de Poeira), com a briosa equipe:

Joãozito, Ernane, Floriano, Matias e Adriano;

Maurinho e Tarcísio,

Ribamar( do Pereiro), Batista, Luiz Limoeiro e Mundo.

Vencendo a aguerrida seleçào de Morada Nova, por 2 x 0,  na prorrogação.

 

P.S.: Brilhavam nas equipes adversárias, jogadores do quilate de Toinho (Jaguaribe), Andrade e Rômulo (Morada Nova), Pinto e Calabar (Russas), Ribamar e Raimundão (O Canhão Atômico ...de Tabuleiro).

A década de 60 foi a melhor de todas.

É a década que não terminou...

E o Diocesano teve seu auge nessa década ...que mantém até hoje, nos seus...

80 ANOS DE SAPIÊNCIA.

 

Fco. Flávio Gomes de Oliveira Braga

(Ex-aluno). Engenheiro Agrônomo e Geógrafo, professor do Colégio Lauro Rebouças de Oliveira.

 

Limoeirenses!

Com muita emoção, alegria e orgulho fui  convidado para prestar uma homenagem, como ex-aluno, pelos 80 anos do Colégio Diocesano Pe Anchieta.

No nascedouro era um Educandário, depois passou a ser Ginásio Diocesano e, hoje, Colégio Diocesano Pe Anchieta.

Se o Colégio fosse um ser humano, ele falaria: Obrigado Senhor pelos meus 80 anos! Aqui, abriguei no Corpo docente, cardeais, bispos, padres, engenheiros, médicos, advogados, ministro do Tribunal Superior e ex- alunos. Muitos já não estão entre nós. No corpo discente, nas fileiras das suas carteiras, abriguei muitos  dos profissionais atuais: médicos, engenheiros, advogados, dentistas, professores. Alguns são testemunhos vivos dessa jornada.

Assim senhor contribui para a formação familiar, educacional, cultural e intelectual de muitos limoeirenses e de muitos alunos de cidades vizinhas, principalmente, do Vale Jaguaribano e de outras cidades do interior cearense e do Nordeste.

Hoje vê-se que o Colégio Diocesano continua a participar, ativamente da formação intelectual e profissional de muitos que o procuram. Ele é  um patrimônio cultural de Limoeiro do Norte.

Muitos são os ex-alunos, muitos são os atuais alunos, mas, todos,  são  os frutos oriundos dessa grande árvore plantada com amor, determinação e devoção, sob as bênçãos de Deus.

O Colégio Diocesano Pe Anchieta é um perfeito exemplo de que devemos estudar para a vida e não para a escola, pois a escola, no caso o Colégio é o grande catalizador dessa formação intelectual, para a vida.

Parabéns Colégio Diocesano Pe Anchieta, sou um testemunho vivo dessa sua empreitada infinita e permanente.

Ronaldo Glaucon de Freitas Maia

"Alecrim, alecrim dourado que nasceu no campo sem ser semeado", lá estava o Pe. Pitombeira, professor e também diretor do Diocesano, na nossa sala como um maestro, com um diapasão na mão, nos ensinando a cantar. Ficávamos magnetizados com as ondas de som que ele fazia ao tentar encontrar o tom certo para as nossas vozes. Ele queria nos propiciar uma experiência que nós não sabíamos sermos capazes. Era encantador inserir jovens nesse mundo musical em meio a uma aula de Português. Ficávamos nos indagando e ao mesmo tempo meio afirmando: “essa escola é além do seu tempo!”

Posso destacar o caráter visionário e desbravador do Diocesano. Emblema de sociedade, carregava a diversidade, a contradição entre sagrado e profano, malandragem e responsabilidade, sábio e sabido, ócio e trabalho, disciplina e resistência, magia e realidade. Uma feira de sabores e odores que nos faz autores, verdadeiros cientistas, pesquisadores do viver e do conhecer em seu mais pleno sentido educacional. Um pequeno “vasto mundo”, como afirma Drummond. Lugar do diverso, já que acolhia o goleador do futebol, o Don Juan da cidade, a artista, o filho do prefeito, do padeiro, o tímido, o sem sobrenome. Todos circulavam pelos seus corredores e pátio com olhares curiosos e acolhedores. Sem contar, que ali também era espaço das primeiras paqueras que também vinham com as espinhas que queríamos esconder. Seu jardim, completamente verde nos mostrava as inúmeras possibilidades para o nosso quintal.

O colégio ainda oferecia portas fechadas e escadas proibidas que além de instigar a imaginação, nos oferecia limites. "Lá em cima não podem transitar. É o quarto do padre". Normas também são essenciais à formação humana, esse era o aprendizado que muito tempo depois tirava dessa regra. Continuando o labirinto do colégio, tínhamos um caminho só conhecido por atletas onde conseguíamos chegar na quadra, denominado por nós de “Ginásio” Portão da frente fechado, já sabíamos a passagem secreta para o treino. De olimpíadas, de gincanas, de conhecimento, de experiências e de amor, nos constituímos nessa efervescência escolar. Viva o Diocesano, viva o Ginásio, viva aos seus oitenta anos, que na fronteira da tradição e do novo, escreve não apenas a sua história, mas a de tantos nós.

 

Juliana de Castro Chaves, psicóloga, Pós-Doutora em Educação, professora da Universidade Federal de Goiás. Produtora cultural de cinema, artes visuais e roteirista.

Graduação em Psicologia pela UFC, Especialização em Pesquisa Social pela UVA, Sobral, Mestre em Psicologia pela UFMG, Doutora em Psicologia Social pela PUC-SP, Pós-Doutora em Educação pela UFSC.

Colégio Diocesano, hoje nos seus 80 anos, nos lhe agradecemos por tudo que representou para nossa cidade de Limoeiro e toda região jaguaribana.     

Agradecemos-lhe por esse imenso coração que ainda hoje pulsa nos seus bancos  escolares, nos seus corredores, nos seus jardins , seus campos e suas quadras de esportes. Esse coração também pulsa em seus ex-alunos que são seus mestres, seus médicos, dentistas, enfermeiros, advogados, agrônomos, engenheiros, economistas, jornalistas, fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, empresários, comerciantes e políticos. Nos preparou  para a vida nos ajudou a amadurecer e a envelhecer.

Nessa vitoriosa luta muitas marcas, lembranças e gratidão ao seu mais nobre e persistente diretor e pai que não lhe tirou do olhar em nenhum momento da sua existência ate sua ida para casa de Deus.

Hoje vejo-lhe mais jovem, mais moderno, mais bonito e mais tecnológico.

Louvamos todos os esforços dos gestores e professores que passaram por seus corredores e salas de aula.  Continua abençoado e protegido pelos anjos  que lhe geraram.

Uma gratidão imensurável ao seu novo diretor Professor Antonio Pitombeira de Assis, que hoje alimenta este legado e hasteia sua bandeira.

PARABENS  E QUE VENHAM MAIS MUITOS ANOS .   

Perpetua Bezerra de Castro

Em começo, devo destacar a vinda da sede da Diocese jaguaribana (bispado), para Limoeiro do Norte, escolhida dentre as demais da zona jaguaribana que disputavam a primazia. A Diocese instalou-se a 29 de setembro de 1938, sendo eleito dezessete meses depois seu primeiro bispo.

A Diocese de Limoeiro do Norte foi erigida canonicamente pelo Papa Pio XI, por meio da Constituição Apostólica Fortalexiensis, de 7 de maio de 1938, também denominada bula . É a terceira Diocese mais antiga do interior cearense, após a criação das dioceses do Crato e de Sobral.

O primeiro Bispo, por desenho benéfico, predestinado e profícuo para Limoeiro do Norte, chegou na nossa urbe em 1940, DOM AURELIANO MATOS, gerenciando com objetividade e intenso labor, até 1967.

Vê-se resplandecer sua índole de educador e culto gestor, pois 03 (três) empós sua chegada, iniciam-se as atividades educacionais e culturais do Ginásio Diocesano de Limoeiro do Norte, em 29 de março 1942,  como resultado do esforço do então Pe. Misael Alves de Sousa.

A pedra fundamental havia sido lançada nos começos de 1940, depois que D. Aureliano reunira a elite com o objetivo de arrecadar fundos que custeassem a obra de infraestrutura. A partir desse primeiro encontro, a idéia de um novo centro educacional logo entusiasmou o povo e as ações de quinhentos mil réis foram sendo adquiridas tanto por poderosos quanto por cidadãos de modestos recursos. No final, a vultosa quantia de quatrocentos contos de réis foi arrecadada e as obras deslancharam.

 

Seu primeiro diretor foi o Pe. Aluísio de Castro Filgueiras, seguido pelo Pe. Heitor de Matos Montenegro, pelo Pe. José Mauro Ramalho Alarcon e Santiago, que foi sucedido durante breve tempo pelo Pe. Francisco Cabral de Amorim. A maior dificuldade encontrada por esses gestores era justamente a formação de um bom corpo docente, pois, embora a cidade tivesse gente formada, de grande nível, essas pessoas não possuíam a documentação exigida pelo MEC para lecionarem.

 

Em 1952, o Pe. Francisco de Assis Pitombeira assume a direção do Colégio Diocesano, com apenas vinte e quatro anos, recém-saído do seminário, começava ali uma história de liderança que se estenderia pelos sessenta anos seguintes. Poucos gestores, no mundo, ficaram por tantos anos, sem interrupção, à frente de uma mesma instituição educacional.

 

Lembro, neste instante, do Padre Pitombeira no seu caminhar lento, porque lendo e apreendendo cultura, nas galerias do nosso DIOCESANO, a fim de transmitir, sabiamente, ao seu alunato e lá estava eu, impregnando-me com seu Latim, Português, Literatura e Inglês.

 

Delineado este painel, deixo aqui minha boa saudade e singela homenagem ao DIOCESANO, celeiro de cultura para todo Vale do Jaguaribe, Ceará, Brasil e Mundo....!!!

PARABÉNS POR SUAS BODAS DE CARVALHO – símbolo de firmeza e resistência       

Modesta manifestação de alegria por participar dos 80 anos do nosso Ginásio (Colégio) Diocesano.

JOSÉ ANCHIETA DE SOUSA – Com a índole de quem carrega o DNA e RNA dos SOUSA, MALVEIRA, ANDRADE E MAIA.

Estive nas galerias e salas do nosso Diocesano de 1960 a 1972.

Embevecido pelo aprendizado obtido, Cursei ECONOMIA, ENGENHARIA CIVIL, DIREITO E LETRAS, no meu correr Acadêmico....

Estive no BANCO DO BRASIL, MINISTÉRIO DA PREVIDENCIA SOCIAL E RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no meu correr profissional...

 

Corria o ano de 1965, os Primeiros Jogos Olímpicos do Vale do Jaguaribe eram realizados na quadra aberta do Ginásio Diocesano Pé. Anchieta. Numa cabine improvisada, eu, Nelson Faheina estou transmitindo a partida de futebol de salão entre Limoeiro e Jaguaribe, com comentários de José Nilson Osterne e assistência Técnica de Diassis Pitombeira. Era a consagração dos atletas limoeirenses que conquistaram nesse ano, várias medalhas em diferentes modalidades esportivas. Uma conquista que é celebrada por ocasião dos 80 anos do Ginásio Diocesano Pe. Anchieta.

 

Nelson Faheina, integrante da Academia Limoeirense de Letras.

Celebração de 80 anos do Colégio Diocesano Pe. Anchieta – 13 a 18 de março de 2023

(completados em 2022 e comemorados em 2023)

 

                Lembro-me muito bem do primeiro dia que adentrei aqui no antigo Ginásio Diocesano Pe. Anchieta, hoje Colégio Diocesano. Aqui fiz o Curso Primário (1º ao 4º. Anos). Deparei-me com um espaço interno muito amplo, novos colegas (dentre eles Irajá Pinheiro, Cleber Freitas e Jucier Maia), salas de aulas com carteiras duplas (para dois alunos), quadro negro, o birô do professor sobre estrado e a sineta, que bem próximo à secretaria, repicava os horários em geral.

                Sabe-se que este majestoso prédio, sede do conhecimento só para meninos por muitas décadas, nasceu dos sonhos gestados por Dom Aureliano Matos, que anteviu a educação como instrumento prioritário para o progresso de todo o Vale.

                Impossível falar de nosso Colégio Diocesano Pe. Anchieta, sem citar, homenagear seu ex-gestor, educador máximo Pe. Francisco de Assis Pitombeira (in memoriam), que durante 50 anos, bem conduziu gerações com seriedade, com rigor na dose certa, primando pela formação do caráter daqueles que lhe eram confiados.

                Nessa augusta semana em que se celebra a gratidão, GRATIDÃO eu sinto diante da benfazeja história de educação do meu Colégio Diocesano Pe. Anchieta.

                Sou apenas 2 anos mais jovem do que o Diocesano. Daí porque também vivenciei aqui uma temporada como professor, após retornar de Fortaleza com formação conclusa para o magistério. Lecionei de 1975 a 1987.

                Um fato surpreendente e que me provocou muita emoção, aconteceu no ano de 1992, quando foram comemorados os 50 anos dessa Instituição consagrada: recebi uma homenagem surpresa – meu nome a uma sala de aula: SALA PROFESSOR ARNÓBIO SANTIAGO DE FREITAS!

                Com o coração pleno de gratas recordações, feliz por estar presente nos 80 anos (já 81 em 2023) de meu primeiro colégio, junto-me aos demais, rogando pela continuidade cada vez mais profícua do bom saber, que tanto nos honra.

                Muito obrigado.

 

Arnóbio Santiago de Freitas

 

PARABÉNS GINÁSIO DIOCESANO PADRE ANCHIETA!

           Parabéns meu querido Colégio Diocesano pelas oito décadas de serviço prestado, não só ao Ceará, mas também aos Estados vizinhos na área da educação.

           Aqui está o seu ex-aluno e ex-professor Antônio Pergentino Nunes, relembrando os dias felizes que passou pelas salas de aulas recebendo e transmitindo conhecimento a milhares de alunos, que beberam nesta fonte cultural a seiva da sabedoria para transmiti-la a outras gerações.

         Cumpre lembrar alguns dos grandes mestres que por aqui, semearam a boa semente da cultura e do saber, tais como Pe. Misael Alves de Sousa, Pe. Pitombeira, Doutor Limaverde, Dom Mauro Ramalho e tantos outros.

           Professor Antônio Pergentino Nunes, 18 de fevereiro de 2023

 

"Me movo como educador porque primeiro me movo como gente".

Nas palavras do  Patrono da Educação Brasileira, Paulo Freire, percebo a felicidade que tive de iniciar-me na missão de educar  no Colégio Diocesano. Ali, pude adotar a pedagogia libertadora, onde educador e instituição de ensino se eternizam a cada ser que educa.

Parabéns Colégio Diocesano, pelos seus ostenta anos!

 

Rita de Cássia Freitas Peixoto Rebouças.

Formada em Matemática

com especialização em Física.

Bancária.

 

 

Colégio Diocesano! 80 anos!

No decorrer de sua história, o Colégio Diocesano vem executando importante papel no cenário cultural  do nosso município, incentivando, preservando e difundido nossas manifestações artísticas, além de apoiar pequenos e grandes eventos culturais. Atua na ciência, no esporte, na música e no teatro.

Ao completar 80 anos, o Colégio Diocesano revela-se á sociedade como instituição moderna e atuante, comprometida com a educação e a formação dos jovens jaguaribanos.

A Academia Limoeirense de Letras, por sua presidente Iolanda Freitas de Castro, parabeniza o Colégio Diocesano nos seus 80, que continua abrindo caminhos e dando vida ao conhecimento. Parabéns! O Colégio Diocesano é de fato uma construção de várias gerações  e de todos os ex-diretores que, ao longo de sua história, honraram o legado de Dom Aureliano Matos, primeiro Bispo Diocesano.

 

Academia Limoeirense de Letras

Rua Cônego Bessa - casa 01 - praça José Osterne. academialimoeirensedeletras@hotmail.com

Desde 1942, vários foram os estudantes que passaram pelo Diocesano.

Eu, Paulo Cezar Pitombeira Maia, vivi toda minha vida escolar no Colégio Diocesano.

Apartir do ano de 1962 até o ano de 1973.

O Diocesano representa todas as minhas conquistas.

Parabéns Diocesano pelos seus 80 anos.

 

Paulo César Pitombeira Maia

 

" Meu Diocesano inesquecível, ao,ensejo dos seus oitenta anos,minhas felicitações e  minha prece de gratidão! Contigo,por meio do teu Mestre Maior,Padre Pitombeira, conheci o fantástico Mundo do Magistério! Fui longe,nessa gratificante caminhada,contigo na mente  e no coração! Deus te guarde!"

 

*José Valdez de Castro Moura

* Médico, Professor Universitário. Mestre e Doutor pela U.S.P. Professor Visitante da Sorbonne (Universidade Paris. IV- França). MAGISTER AD HONORES da Universidade de Bolonha (Itália)

DIOCESANO: 80 ANOS E MAIS...

Um mistério sagrado... Intenso humano

segue a trilha -  segredo de prancheta

reluzindo o rosário de Anchieta

na palavra... No verbo lusitano

 

Aurora encantada na ampulheta

silêncio, atenção...Um tom gitano

sapiência de Dom Aureliano

projetada no bico da  caneta

 

Inúmeras gerações vingaram fllores

entre impulsos de verbos e de amores

Galerias moldadas - Vida inteira!

 

Alunos, Professores... Régua e traço

amigos infinitos num abraço

- Libório, Josué.. e o Pitombeira!

 

MAJELA COLARES, março de 2023.

MAJELA COLARES. Poeta, Contista e Advogado. Autor de mais de uma dezena de livros de poesia e contos. Tem participação em antologias publicadas no Brasil e no exterior. A poesia de Majela Colares ao longo de sua carreira literária vem sendo saudada por críticos brasileiros e extrangeiros. O Crítico carioca Fernando Py, em análise ao livro AS CORES DO TEMPO, 1999, afirmou em sua coluna no Jornal TRIBUNA DE PETROPOLIS, em 20 de Março de 2003: "O Poeta Majela Colares é atualmente um dos melhores nomes da poesia brasileira."

 

Homenagem aos 80 Anos do Colégio Diocesano.


Na minha carreira profissional como professor de matemática não esperava vir a me aposentar como discente desta casa de educação e isto muito me honra.  Passei grandes momentos nesta escola, primeiro como aluno em 1980 no 1º ano científico e depois como professor em 1985,  mesmo antes de terminar meu curso de graduação. 


No período de estudante,  recordo-me bem do que ouvia falar do Colégio Diocesano e ainda hoje  se escuta, que o nível de ensino desta escola é de excelência.   À época, o diretor Padre Francisco de Assis Pitombeira,  além de professor era um intelectual, conselheiro e de uma cultura invejável. Lembro-me dele como amigo,  nos   saraus com suas poesias e principalmente quando recitava Fenando Pessoa.

O colégio diocesano deve muito ao grande educador,  pilar da formação dos jovens jaguaribanos. O quadro discente, na área das ciências, foi  responsável pela minha formação em matemática. Sinto-me  honrado pela oportunidade de lecionar nesta escola dirigida pelo Padre Pitombeira, (in memoriam), e seus sucessores. José de Lima Malveira, e Antônio Pitombeira. Bem como seus professores preparados e comprometidos com o processo ensino/aprendizagem.


Nestes 80 anos, o Colégio Diocesano renova seus propósitos de primar pela excelência, inovação, e criatividade. Ali, pude por quase dez anos trabalhar com olimpíadas de matemática, importante para elevar a capacidade de resolver problemas mais complexos com reflexo direto na autoestima dos alunos e de forma especial aos que não tinham bom rendimento em matemática.   


Agradeço a oportunidade de ter trabalhado ao lado de todos que fazem a história dessa memorável escola da vida, nesses seus 80 anos! 


PARABÉNS!


Professor Acácio Lima de Freitas.

 
 
Colégio Diocesano - 80 anos- Longa Existência. 
 
Tenho muito orgulho de fazer parte da primeira turma mixta do horário noturno do Curso Científico do "GINÁSIO " hoje  Colégio Diocesano.
Colégio Diocesano    que é uma REFERÊNCIA EDUCACIONAL em todo Vale do Jaguaribe. 
 
Parabenizo o "GINÁSIO " em seu aniversário de 80 anos e reverencio a Memória do Pe Francisco de Assis Pitombeira o grande Mentor deste nobre Estabelecimento de Ensino.
Apesar da idade o COLEGIO DIOCESANO não envelhece, ao contrário se renova a cada ano, acompanhando toda evolução pela qual passa o mundo, sem perder o seu IDEAL maior que é  EDUCAR. 
Parabenizo todos aqueles que com seu trabalho e dedicação fazem deste Colégio o que ele é. 
Vamos em busca do centenário e de muitos e muitos anos pela frente.
 
O COLEGIO DIOCESANO é  Eterno.
Vera Maria de Freitas Chaves- aluna nos anos de 1963 e 1964.
De 1943 a 2023 - 80 anos de dedicação à educação da juventude do vale do Jaguaribe.
 
Inicialmente queremos homenagear   e agradecer a Dom Aureliano Matos, primeiro Bispo Diocesano, pelo apoio às nossas estruturas educacionais:   Colégio Diocesano, Patronato Santo Antônio, Liceu de Artes e Ofício, Seminário Diocesano, Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos - FAFIDAM.    Agradecemos a também educadores  e educadoras da  época: Pe. Francisco de Assis Pitombeira,  Pe. Misael Alves de Sousa,  Pe. José Freire Falcão,  Pe. Afonso, Padre Pompeu Bezerra Bessa, Olavo Remígio, Prof. Matos, Prof. Pergentino, Prof. Anchieta, Francisco Aécio de Castro,  Dr. Ari Santiago Lima Verde, Napoleão Nunes Maia, Luiz Mendes, Luiz Lineu Lopes, Jerônimo e representando os novos professores, José de Lima Malveira.
 
D. Lirete Chaves Saraiva,  D. Valdetrudes Edith  Holanda, D. Nair Holanda, D. Almerinda Moura Remígio, D. Creusa Freire Marques,  D.  Nozinha ,  D. Delne Vieira, Prof. Luzanira de Castro, e Prof. Eva Freitas Maia.
Queremos destacar na vida do Ginásio Diocesano a realização das  OLIMPÍADAS ESTUDANTIS JAGUARIBANA.      Idéia brilhante e inteligente formada por   Pe. Pitombeira,  Dr. José Nilson Osterne, Gregorio Maia de Freitas, Dr. Francisco Aécio de Castro, Dr. Ari Santiago Lima    Verde cujo objetivo era 
Integrar a juventude estudantil do Vale do Jaguaribe por meio do desporto.
 
Otacilio Benvindo Deocleciano ex-aluno e ex- atleta das olimpíadas jaguaribana, conhecido por TARCISIO.

Existem missões que são extremamente sublimes nesta vida.

Algumas imitam a nobreza do amor de Deus, outras a justiça, a cultura, a saúde, a educação ou outros projetos, mas todas são exercidas por profissionais.

Todas elas merecem nosso respeito e gratidão. Existem algumas pessoas que merecem serem exaltadas pelos seus caracteres como você Antonio Pitombeira que é um profissional digno da mais profunda admiração pela forma incansável com a qual se dedicou e continuará com objetivo e  com determinação manter o Colégio Diocesano no topo dos melhores.

Portanto, não poderia deixar de lhe prestar essa  homenagem   meu irmão querido, temos nossas diferenças e posições de como conduzir os desafios, mas cada pessoa  é única. Sou grata porque tenho a certeza que ainda há pessoas como você, que lutam em prol da construção de um projeto político-pedagógico cada vez melhor para a educação das nossas crianças e adolescentes.

São alguns anos de pleno  esforço e dedicação. Junto com sua a equipe tem evoluído e alcançado muitas das metas pactuadas para melhoria do Colégio Diocesano. Por isso, tudo que quero é simplesmente agradecer. Que nos próximos anos Deus permita que grandes vitórias aconteçam e que juntos conquistem muito sucesso!

Pois, sucesso só é bom se temos com quem compartilhar!

As conquistas só valem a pena se temos com quem compartilhar. Hoje iniciou e alcanou um grande objetivo, comemorar os 80 anos do Dió com muito glamour.

Um trabalho bem feito é um trabalho em equipe.

 O trabalho é algo muito gratificante quando caminhamos juntos em uma mesma direção.

Agora é momento de celebrar e colher os frutos de muita dedicação!

 

Parabéns à equipe e em especial ao Pitombeira. Bjos no coração.

Um afeto

 

Todas as fotografias possíveis restaram na lembrança. Apenas na lembrança, porque percebi que não disponho de nenhuma dos tempos idos. Desrazão perdida, pois como mostrar aquelas antigas cenas aos de hoje, aos próximos?

 

Eis algumas, entre tantas:

                ⁃              o traçado das linhas da brincadeira de “acusado” no centro do colégio, suas arengas invisíveis hoje, que foi exemplarmente substituído pela Biblioteca Padre Pitombeira;

                ⁃              o mascar ruminante de uma vaca do eterno, admirado e querido diretor no terreno vizinho a uma sala de aula, supostamente estranhando os pinicões de um compasso perdido deste escriba;

                ⁃              os originais do livro de Física, mecânica newtoniana, em escrita pelo futuro e atual diretor;

                ⁃              os gestos daqueles jovens reunidos pelas madrugadas numa sala de aula/quarto, buscando compreender o mundo;

                ⁃              o mimeógrafo sendo rodado para a impressão da revista Kuandu…

 

Cenas banais, porém tão significativas, a se elevarem junto à condição de tantos outras meritosas do nosso Colégio Diocesano, ao longo desses 80 anos.

 

80… um oito, poderia dizer, a representação do infinito alevantado, ao lado de um zero, como se a iniciar tudo novamente.

 

A vida de tantos que pelo hoje Dió passaram, tenho plena convicção, jamais será esquecida. Não cabem no coração, porque lembranças monumentais são sempre maiores do que o próprio órgão, mesmo subjetivamente, a transbordar experiências, vivências e a certeza de que nada mais será mais uma vez.

 

E, por isto mesmo, tudo se torna por demais sublime!

 

As minhas lembranças extrapolam os limites do senso. São extremas, reflexos, provavelmente de minha imaginação, da vertigem dos meus desejos de perpetuar essa memória.

 

Dessa forma, louvo a celebração e a vida, tão bela, por me permitir esse afeto, com emoção.

 

Jorge Pieiro

escritor e blá-blá-blá.